As Mulheres de Wakanda Dão um Vislumbre de Como Seria o Mundo se Elas Pudessem Desenvolver Seus Potenciais

As Mulheres de Wakanda Dão um Vislumbre de Como Seria o Mundo se Elas Pudessem Desenvolver Seus Potenciais

Pantera Negra bateu um novo recorde e se tornou a 9ª maior bilheteria de todos o tempos. O filme ultrapassou produções como A Bela e a Fera, Thor: Ragnarok , Batman vs Superman – A Origem da Justiça e Homem-Aranha 3.

O Filme tornou-se um marco histórico em todos os sentidos. Um filme de super herói africano retratado com super poderes, inteligência, riqueza, e a solução do planeta terra. Enalteceu o berço da Humanidade, a África, tão explorada e esquecida da real importância e riqueza que ela representa ao mundo. Quebrando paradigmas com a presença quase de 100% de atores e atrizes negras.

Ufaaaa! Realmente esse filme trouxe muitas coisas. Mas sem desmerecer a devida importância que cada uma representa, quero me atentar naquilo que mais me tocou. A Reverência as Mulheres.

A Liderança é Feminina

Embora o herói seja um homem, rei T’Chaila. A guarda real, o conselho e a liderança da área tecnológica são lideradas por mulheres. É impressionante o respeito que o rei e toda sociedade emprega à elas. Em Wakanda todos tem vozes, há liberdade para que as mulheres opinem, criem e liderem sem que guerras de gêneros precisem ser travadas paralelamente. O resultado é de um país próspero, tecnologicamente avançado e sem desigualdade.

Letitia Wright (Shuri), Lupita Nyong’o (Nakia), Danai Gurira (Okoye) & Angela Bassett (Ramonda).

Lupita Nyong’o, que interpreta Nakia, diz que a terra ficcional de Wakanda incentiva o poder feminino:

“Wakanda nos oferece um vislumbre do mundo como poderia ser – auto determinado e desenvolvido em seus próprios termos sem a interrupção do colonialismo. [Ele] descobriu como aproveitar ao máximo todos os seus cidadãos. As mulheres têm permissão para realizar todo o seu potencial.”

Lupita afirmou em entrevista para Variety, que as mulheres contribuem para responder questões centrais que o filme apresenta, como “Quem sou eu?”.  Acrescenta que, especificamente, a personagem de Shuri, interpretado por Leticia Wright, é uma imagem importante para as jovens verem em sua posição como uma mulher jovem e experiente em tecnologia.

Ângela Bassett (Ramonda) diz que os papéis das mulheres são um reflexo de como elas são vistas nas nações africanas:

[T’Challa] não pode fazê-lo sem elas, não pode haver um rei sem uma rainha. Eles são reis por causa das rainhas.

Além disso toda inteligência por trás das câmeras também é lidera por mulheres. Hannah Beachler é a responsável por todo designer de produção. Ruth Carter é a figurinista.

Hoje, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, quero convidar todos os homens a refletirem sobre a importância do papel desempenhado pelas mulheres em sua volta. Como vocês tem devolvido tudo que recebem? Que tipo de reverência tem prestado a elas?

Quem é você fora da Matrix?

Entretanto mais do que falar com os homens quero convidar todas mulheres à uma reflexão. Em um mundo tão masculinizado onde muitas vezes precisamos desempenhar o papel também do homem, como está o seu lado feminino? Que tipo de reverência, reconhecimento, amor você tem dado a si mesma? A quanto tempo você tem ouvido sua intuição e se apropriado dessa força cuidadora para si mesma? Quem é você fora da Matrix?

O Dia Internacional das Mulher serve sim para celebrarmos grandes conquistas e alertar o mundo de tantas outras que precisa ser alcançada, mas também é um dia de despertar o poder feminino adormecido dentro de nós mesmas.

Então sorria, se abrace, aceite-se e viva! Feliz dia para nós Mulheres! =)

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Solange Luz

Ela é a construção de todos que conheceu e de tudo que viveu, especialista em sonhar acordada e falar consigo mesma. No Voicers é a CCC (Content, Creator & Curator), carinhosamente conhecida como Queen of Words.
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