Um Dia em 2037 | por Ligia Zotini

Um Dia em 2037 | por Ligia Zotini

Grande parte das pessoas quando questionadas sobre futuro e tecnologia, é comum expressarem medo e preocupação. Esses sentimentos geralmente são gerados por filmes e séries distópicas como Blade Runner, Ex Machina, Black Mirror entre outras. Mas afinal o que realmente esperar dos próximos 10 à 20 anos?

Baseado em um estudo da Faith PopCorn’s Brain Reserve, nós hackeamos o futuro, para trazer as principais tendências e tecnologias que estarão disponíveis em 2037 através de um storytelling do dia a dia de uma jovem chamada Jessica.

Jessica é distribuidora de conteúdos de três grandes empresas (Google, Neuro Text e Vita Feed). Junto com mais três pessoas participa da criação de uma criança de dez anos, processo conhecido como Coparenting. Jessica ainda não sabe quando ou se terá filhos por isso decidiu congelar seus óvulos. Ela é apaixonada por fitness holográfico, direito de trabalhadores humanos e por sua agência de viagem virtual via tecnologia imersiva.

O parágrafo acima revela as maiores tecnologias, comportamentos e relações trabalhista do futuro. Vamos explorar um pouco mais cada uma, e o quanto afetarão a forma que vivemos, trabalhamos e nos comunicamos hoje.

Relações Trabalhista

O primeiro paradigma a cair nos próximos anos serão as relações de trabalho. Não teremos mais contratos exclusivos com uma única organização, teremos mais de uma fonte de renda, vinda de duas ou mais empresas.

Relacionamentos

As relações deixam de ser binárias, por exemplo, David um garoto de dez anos é educado por Jessica e mais três companheiros, que possui uma relação não necessariamente amorosa.

Força de Trabalho Robótica

Grande parte das empresas terão uma mão de obra robótica de forma maciça. Essa é umas das tendências que mais assusta, por isso é a mais explorada no mundo hollywoodiano.  Entretanto gosto de defender o pensamento de que

“Um trabalho que a máquina faz melhor que um humano é um trabalho desumano”.

Quando os trabalhos que realizamos hoje de forma mecânica e repetitiva forem dadas aos robôs, teremos a liberdade de desenvolver aquilo que o humano sabe fazer de melhor, criar, cuidar, conhecer, compartilhar e curar.

Existe um estudo que defende que a velocidade que os robôs substituirão a mão de obra humana será, maior que a capacidade dos humanos de se adaptar a esse novo mundo, por isso, a possibilidade de uma renda básica universal não só está em discussão como já está em fase de teste em diversos país do mundo.

Rotina e Entretenimento

Ioga Holográfico com pessoas de diversos lugares do mundo. Sexo Sinestésico. E download de qualquer idioma no chip implantado, o mesmo chip que substituirá chaves, documentos, prontuários médicos e diversos outros sistemas de identificação.

O Futuro é Agora

Todas as tecnologias explanadas aqui já existem atualmente, no futuro elas estarão em larga escala. É impossível parar o desenvolvimento dessas tecnologias, elas já estão acontecendo. O mais importante hoje é o desenvolvimento do humano, para que realidades distópicas como a de Black Mirror, que retrata o melhor da tecnologia com o pior do humano, não aconteça. E de verdade eu acredito, que a medida que exponenciamos a tecnologia, ela liberta o humano de ser usado como máquina, ou seja também teremos oportunidade de exponenciar os humanos, nessa conexão Homem-Máquina!


Quer conhecer mais sobre a história da Jessica?


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Ligia Zotini Mazurkiewicz

Tem o dom de fazer pontes entre teoria e prática, apaixonada desde muito cedo por tecnologia e como ela irá levar a sociedade para um patamar mais humano, para isso ela hackeia burocracia de sistemas antigos onde quer que esteja. Viajante nas horas vagas gosta de explorar cada canto & encanto deste mundo.